Pablo Betancor cria campanha para lançar sua Poesia Alquímica

Atualizado: 3 de ago. de 2021

Poeta, astrólogo e professor, Pablo vive em Cavalcante (GO), na região da Chapada dos Veadeiros e traduz nos seus versos a força amorosa de sua existência. O livro "Poesia Alquímica" ganhou de apresentação um evento poético-musical e será lançado após uma campanha de pré-venda no Catarse, com promoções e benefícios para os leitores.


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Assista, no vídeo abaixo, Pablo Betancor e sua "Poesia Alquímica".





Pablo Betancor
 
A poesia alquímica nasce dentro do casulo. Por isso é alquímica. Pois forjada em pura metamorfose. 
Como um germe, que ao encontrar as condições ideais, existe, repentinamente, assim brotou a Poesia Alquímica. Simplesmente aconteceu.
Todos sabem que a lagarta constrói um casulo em torno de si, e de lá saí voando em cores vibrantes, plena de delicadeza. Poucos sabem, porém, que a lagarta não hiberna enquanto crescem asas em seu corpo letárgico. Não...
A lagarta simplesmente desaparece.
Dentro do alvéolo, seu corpo todo se desmancha, formando um grande caldo nutritivo. Nada sobra da antiga larva, a não ser células que não tinham função ativa até aquele momento. 
Os cientistas chamam-nas células imaginais, pois contêm as informações de um novo corpo a se formar, a borboleta. Essas células passam a se alimentar de todas as antigas células em decomposição. Algo totalmente novo surge ali.
A lagarta simplesmente desaparece.
Mais do que tecelã do casulo, ela é o próprio casulo. Carrega dentro de si uma força viva, uma ideia, um arquétipo. Algo que por algum motivo misterioso, num momento de glória, faz-se carne.
Assim germinou a Poesia Alquímica. Quando bem quis. Quando fosse o tempo da lagarta. 
Sem nada que pudesse eu jamais ter planejado. 
Sem nada que pudesse ter feito em contrário.
Hoje cá está ela, livre para voar o voo ao qual foi destinada.
E eu sigo. 
Incrédulo quando me vejo. Fluido intenso, quando não penso. 
Rio-me quando flagro-me astrólogo, poeta, filósofo...
Fatos que simplesmente foram acontecendo, conforme encasulei-me, e tornei-me, cada vez mais, casulo. 
São risos de simplória sabedoria, fundadas na inocência de perceber que nada sei, nada sou, nada faço. Gargalhadas de quem aprecia os milimétricos planos traçados e executados pela força enteógena da Vida.
Subproduto de intensos processos de transmutação, a poesia alquímica é metamorfose em sua constituição original.
Talvez haja asas escondidas nas esquinas destes loucos versos.
 
Cavalcante, 15/6/2021
 
 
Formato: 14 x 21 cm
208 páginas
 

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